sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
O AmOr
O AmOr
Almeja-se reflexo
É dos fortes e decididos
Dos inseguros O é também
Amor amigo e sereno
Ardente ou vagabundo
Com ou sem lógica ou pretexto
Mesmo na perda gera lembrança
Alheio a regras ou a crises
Continua hábil instigador do mundo
mariam 2013/02/14
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Nós e a felicidade
Parei na frase "nós somos o sítio que nos faz falta"
Parei no tempo em que estou e que podia não estar
Questionei os meus pontos e traços de união aos outros
e as reticências e os hiatos em algumas das conexões
Abano a cabeça e sorrio a um encolher de ombros
Porque acredito que a felicidade é algodão doce
Tão gostosamente leve mas que sabemos perecível
Deixando marcas rosadas na boca e nos dedos
o cheiro único e aquela vontade imensa de mais querer
Mesmo sabendo que não é coisa que se coma todos os dias
Porque cansa
Ou não há vendedores de algodão doce quando nós queremos
mariam 2013/02/06
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Voltar ao campo
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
domingo, 23 de dezembro de 2012
domingo, 9 de dezembro de 2012
Amores
Ténue é a a linha que separa o amor amante do outro
Resume-se no desejo do agrado e na sede da recompensa
Em Eros ou em Fileo é similar a demanda pela reciprocidade
Reside na diversidade humana o peso e a medida dessa linha
mariam 2012/10/09
Em Eros ou em Fileo é similar a demanda pela reciprocidade
Reside na diversidade humana o peso e a medida dessa linha
mariam 2012/10/09
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Desencantos
Desencantos
Deixaram-se embalar no canto promissor dos seus olhos
por dias ou anos de aparente pousio em águas tão revoltas
Semearam rios de promessas a desaguar em desencantos
Não foram enganos, somente se deixaram embalar
São assim as flores dos inseguros
Entreabertas oscilam na maré dos ventos
Não ousam a explosão
mariam 2012/12/04
domingo, 11 de novembro de 2012
Lança mão à madrugada
Sonhas
agarrar a lua
Quando te falta
o chão
Sentes-te
um não-lugar
Se o esforço de hoje
foi em vão
Amanhã lança mão
à madrugada
Haverá
outro luar
mariam 2012/11/11
sábado, 20 de outubro de 2012
Chão de luta, pão e arte
Ano de dois mil e doze
Ano do desnorte
Em tom monótono tudo nos tiram
Dizemos não e não
Dizemos não e não
Não nos matarão a esperança
Nem o grito de sermos gente
Tal como a semente
que da terra se fez flor
e até morrer será poema
Somos muitos e seremos mais
Onde a liberdade seja verdade
Neste chão de luta, pão e arte
mariam 2012/10/20
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