convido a ouvir

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

passos [ego e mundo]







passos [ego e mundo]

com passos de arte e mistério
tela musical, compasso de dança
traças nas folhas do sentir
o caminhar suave e seguro
no apelo do vento e do mar 
talhas com a mão o destino
tens no olhar o ego e o mundo
no arrojo do voo, o aplauso
um pingo de felicidade
uma gota de solidão
um grão de beleza
de dor e de riso
em sopros de vida 
.

mariam 2011/10/07


[dedico aos amigos e amigas com sensibilidade, engenho e alma de artistas]


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Outono




sábado, 17 de setembro de 2011

O Círio da Prata Grande. Festividades da Nª Srª da Nazaré em Mafra




O Círio da Prata Grande ou dos Saloios, vem anualmente do concelho de Mafra à Nazaré, voltando cada ano a uma das 17 freguesias do concelho de Mafra (um giro que se repete de 17 em 17 anos em cada freguesia) e transporta numa berlinda uma imagem de Nossa Senhora da Nazaré.

É uma celebração religiosa com profundo significado para as gentes desta região, vestem o seu melhor fato e rezam para que possam voltar a ver a  Nª Senhora  na sua freguesia, daí a 17 anos. Engalanam-se as charretes e os cavalos, que marcham a compasso, ouve-se a banda filarmónica tocar, celebra-se a eucaristia e há emoção no acenar de lenços brancos na despedida à virgem...
Perto de mim um senhor de 'meia idade' com os olhos marejados de lágrimas, disse-me baixinho " 'menina' é a última vez que vejo a  Nossa Senhora, daqui a dezassete anos já cá não andarei!"...

Pequeno historial em; http://senhoranazaremafra.com/index.php?page=cirio


































 




mariam, 2011/09/17

domingo, 14 de agosto de 2011

Pausa para férias...


Adicionar legenda
do meu quintal 
vejo o Sol beijar o mar 
...
é Agosto
neste cenário diário 
ou em outro qualquer 
sem relógio 
e à deriva da vontade
faço uma pausa
...

mariam 2011/08/14

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Vazio






 






 
vazio

choram agora os olhos do coração amigo e amante 
por todos os recantos não explorados do simples viver 
pelas canções inacabadas que falavam do amor e do luar
Em marés de lodo percorreste águas turvas de mistério
timoneiro do tempo escasso como as chuvadas de Verão
perdeste-te no ritmo imposto pelas vagas do mar de todos
carregaste o peso dos infortúnios, os teus e os dos outros 
não conseguiste aprender a dizer não ao vazio que te assolou
a barca naufragou, levando nas suas redes os sonhos e os medos
não houve tempo para atracar em porto certo e seguro


mariam 2011/08/07