convido a ouvir

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Sigo




sigo calcorreando


por entre afectos e escolhos



mariam 2011/07/15

sábado, 9 de julho de 2011

sorriso bailarino




Se o olhar triste deixou que a tua alma se cobrisse com um véu de noite
Ousa soltar as suas pontas, rodopia e faz voltar o teu sorriso bailarino
Que a lua nova não se deixe intimidar com a sombra baça das nuvens
E a dança do luar vá buscar à madrugada a magia do adivinhar do dia

mariam 2011/07/10


sábado, 18 de junho de 2011

movem-se os ventos




Movem-se os ventos 
quando parecem feitos de tormentas as vontades e os sonhos
resiste ainda a vã esperança de colher benesses nas escolhas
porque os dias hoje parecem desalinhados na corrida do viver
já raramente se sentem os risos e as faces rosadas pelos amores
quase nem salta o coração quando preso a um côvado do olhar 
?que é do fogo, que é do mistério, que é do namoro, que é de ti?
quando parecem feitos de vontades os sonhos e as tormentas 
Movem-se os ventos 


mariam 2011/06/18


sexta-feira, 10 de junho de 2011

vagueando









Vagueando no vazio dos desencontros 
Sentindo a alma perdida como pássaro ferido no beiral
Buscas  a paz sonhada e o conforto a tempo certo
Pões em causa o teu Deus e os teus demónios
Insistes degladiar-te em inglórias demandas
Ferida a alma mas erguido o pulso e o olhar     
Vagueando, buscas. Vagueando, buscas...

mariam 2011/06/10
  

domingo, 22 de maio de 2011

encontrar a cor


eu e uma árvore nua, no silêncio do Alentejo_Abril 2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

saudade


... Mano, tenho tantas saudades tuas...

Dire Straits - Brothers in Arms Mandela Live 1988

 
         

sexta-feira, 13 de maio de 2011

haja luar




  
Há por vezes a necessidade de um sopro de lua
  Há por vezes o bater de um coração sem cor
. Haja luar .

mariam 2011/05/13

quarta-feira, 4 de maio de 2011

paradoxos


paradoxos existenciais




Escondo-me do vazio existencial e da fealdade do óbvio
Encolho-me toda no medo de perder o siso e o riso
Sinto escorregar por entre os dedos alguns actos e factos 
Deixo o desejo esvair-se na indecisão de certos momentos 
Gosto dos sentires convergentes e das artes partilhadas 
Exalto e exulto o cruzado e sereno navegar dos corpos
O dar-me inteira e o querer sentir-me infinitamente livre
Quantas questões ligeiras e erróneas passaram por mim
Quantas dúvidas e insanos pensamentos me assaltaram
Perdi o conto, o tempo e a aparente calma (im)paciente
Das certezas ainda restou a de saber como e quem sou 
Esgueiro-me como lebre em campo de trigo maduro
Abeiro-me do poço de água fresca e olho o meu  rosto
Rio-me e encolho-me toda no medo de perder o siso

mariam 2011/04/26




domingo, 1 de maio de 2011

À minha mãe.



Um sorriso meu, a todas as Mulheres que mereçam ser chamadas de Mãe :)

sábado, 30 de abril de 2011

praia de Abril



Minha praia de Abril

Na areia desta praia de Abril
Poço de luz azul e maresia
Onde o Sol amorna os sentidos
Solta-se no ar a liberdade gaivota
O Universo torna-se simples
Relativizam-se o Ser e o parecer
Respiro paz neste caminhar de algas
Deixo que o céu e o quebrar das ondas
me envolvam e tomem conta de mim
Enquanto não é amanhã na urbe

mariam 28/04/2011