sábado, 16 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
É dia de aniversários :)
"Sair do ventre materno.
Sair do ovo.
Brotar (da terra).
Germinar.
Começar a manifestar-se.
Principiar a aparecer no horizonte.
Derivar-se, provir (de outra coisa).
Formar-se, constituir-se.
Sobressair, formar relevo.
Arrancar, sair, principiar."
Hoje, desfolhei o dicionário e encontrei a palavra "nascer"... às suas definições, bonitas,
que mais parecem um poema,
acrescento outra_abrir um sorriso_porque foi e é de sorriso aberto,
que comecei e mantenho os meus blogues,
com o mesmo sorriso, costumo visitar os dos amigos, onde ao longo destes três anos me senti bem, porque neles encontrei arte, bom gosto e amizade.
Bem-hajam por existirem. Agradeço a todos.
que mais parecem um poema,
acrescento outra_abrir um sorriso_porque foi e é de sorriso aberto,
que comecei e mantenho os meus blogues,
com o mesmo sorriso, costumo visitar os dos amigos, onde ao longo destes três anos me senti bem, porque neles encontrei arte, bom gosto e amizade.
Bem-hajam por existirem. Agradeço a todos.
Um abraço e o meu sorriso :)
mariam
quarta-feira, 30 de março de 2011
partidas
quando os regressos são incertos
todas as palavras se encolhem
quando o eco da voz é já memória
todos os sentidos se sentem sós
quando as partidas parecem eternas
e o olhar deixou de ser um lago calmo
.
mariam 2011/03/29
todas as palavras se encolhem
quando o eco da voz é já memória
todos os sentidos se sentem sós
quando as partidas parecem eternas
e o olhar deixou de ser um lago calmo
.
mariam 2011/03/29
domingo, 20 de março de 2011
campo
SENHORA DO Ó
Neste lugar de terra e fé
Paro, medito e descanso
Faço um volteio a pé
No ar um silêncio manso
Misto de sacro e profano
Virgem prenha e terra fértil
No rio, nas margens do rio...
mariam 2008
ainda há paraísos assim... por onde vou mimando o olhar
sábado, 19 de março de 2011
domingo, 13 de março de 2011
naquela altura..
Naquela altura
Curvada no emaranhado dos pensamentos
Destranco por minutos a porta que se fechou sobre ti
Vem-me ao sentido o cheiro intenso das tuas palavras
As que naquela altura ouvia sem saber ouvir
Aquelas que não tinham o perfume que agora adivinho
Também das que proferi e não ecoaram na tua alma
E as das mútuas mágoas que se esvaeceram como espuma
Volto a fechar-me no nevoeiro de te não saber
Porque o tempo se encarregou de nos apagar
Tão teimosas foram as vãs razões da nossa razão
Que o amor se perdeu em estúpidos labirintos emocionais
Inventámos zangas e demandas
Quisemos mimos e tivemos penas
Livra-te futuro que eu caiba nestes versos
Livra-me Deus, de ser este apagado Ser
mariam 2011/03/12
quinta-feira, 3 de março de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
asas
ASAS
Pássaros de fogo.Garças brancas.Negros corvos
Meus dedos voam na brancura do liso papel
Deixam caídas penas azuis e asas soltas
Pontas tímidas de pontes por atravessar
Dançam pássaros na alma dos meus olhos
mariam 2008/11/25
domingo, 13 de fevereiro de 2011
ao Mar meu
Mar meu
Por dentro da maré cheia de sonhos e apelos
Senti-te o pulsar em cada quebrar de onda
Encolho-me
Não do medo das fragas e adamastores
É de todos os mistérios deste mar que anseio
Que me encolho
Até ao bom vento poder soltar minhas velas
Até ao bom vento poder soltar minhas velas
mariam 2011/02/13
*
Sei que vou poder navegar por todos os teus mistérios
(porque em mim, algures, é onde moras)
Sei que vou poder navegar por todos os teus mistérios
(porque em mim, algures, é onde moras)
[Ao criar hoje este post, com som e imagens captadas ontem, neste mar alteroso e belo,
lembrei-me de algumas passagens do livro Milagrário Pessoal, que estou a adorar...
Tive o privilégio de assistir ao seu lançamento em Lisboa.
Deixo um obrigada especial ao seu autor, por me ter 'aturado' nesse dia...]
"... Beijei-a.
Ouviste falar na memória da água?
Não.
Segundo os homeopatas, a água retém a memória das substâncias
químicas que se mergulham nela..."
*
"... O céu brilha, azul e côncavo, sobre a minha cabeça. Há-de
estar cheio de anjos sem asas, como os que vi, numa manhã sem
outro milagre, há muitos anos, na cúpula da Capela Sistina. Sei
disso porque daqui onde estou os sinto a respirar. Penso em
todos os lugares que gostaria de visitar contigo. No que gostaria
de fazer contigo - e não farei nunca:
Ler-te alto as Ficções, de Borges.
Rir, enquanto nadássemos entre golfinhos, no mar sem mal-
dade de Fernando de Noronha..."
in, Milagrário Pessoal «Agualusa, José Eduardo»
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Gavetas
Se compararmos a nossa vida a uma cómoda
Devemos guardar e fechar na última gaveta
O passado, todo, abrindo-a apenas por breves momentos
Para o presente, usamos uma das gavetas do meio
Diariamente é aberta e fechada, arruma-se e desmancha-se
As duas gavetas de cima, reservam-se para o futuro
Uma, para as boas e más escolhas
Emoções, alegrias, traições, dilemas, dores, amores...
A outra, a última, para a velhice, onde serão arrumados
Apenas os momentos que se queiram levar para a eternidade
E que se foram buscar às outras três
*
Já a autora Michal Snunit, no seu pequeno livrinho "O Pássaro da Alma",
*
Já a autora Michal Snunit, no seu pequeno livrinho "O Pássaro da Alma",
um belíssimo conto para crianças e adultos, nos indica o caminho para se escutar
'o pássaro da alma', ele quer falar-nos dos sentimentos que estão encerrados
nas gavetas dentro de nós...
mariam 2008/07/02
mariam 2008/07/02
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