domingo, 19 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
sussurro
SussurroRasgou em tiras fininhas, amassando-as com as mãos fechadas
Os compassos mortos e as agonias carregadas na memória
Fechou os olhos e atirou-as bem longe, no mar dissolvente
Voltou-se e afastou-se, com receio que elas volvessem à costa
Relembrou os amores, que por destino ou incúria não guardou
E os momentos e gargalhadas felizes, que deu e que não deu
Crescendo, criou raízes e laços, a um novo mar se enlaçou
Contra as duras penas, correntes, nortadas e adamastores
Ouvindo a dança dos sentidos e tecendo novelos de alma
Aconchegada no seu umbral, um perene sussurro ele ouvirá...
... amo-Te.
mariam 2010/09/02
sábado, 21 de agosto de 2010
Sereno fim

Porque me emociono sempre...
Porque às vezes precisamos abanar a alma...
Porque se ouve a sublime Nessun Dorma...
Porque é um dos filmes da minha vida...
Sereno fimSe um dia eu fosse grande
Junto à ermida da Srª da Graça
Com o Tejo aos pés a sussurrar
Faria erigir certa casa
Ou numa falésia do meu mar
As paredes eram janelas
Com os telhados de luar
Para nela poder acolher
O riso, o choro e o olhar
De quantos Ramon Sampedro
Lá quisessem serenar...
mariam 2010/08/21
(adaptação do post de 2008/07/15)
Etiquetas:
mar adentro,
nessun dorma,
ramon sampedro
sábado, 14 de agosto de 2010
O nosso mar
Murmúrios ondas
No prazer do sentir
Se espraiam
Por todos os cantos de mim
Quando em silêncio
Te olho assim
A rebentar de vida
Líquido e puro
Sublime
É a forma de te dares
Enleio
É o jeito de te receber
Amor
nostrum mare aeternum
mariam 2010/08/14
sábado, 31 de julho de 2010
lembranças
... porque me lembras muito... avô.
... porque me lembro das tuas lembranças...
Deolinda "Um Contra O Outro"... porque me lembro das tuas lembranças...
Parou de ler o BORDA D'ÁGUA e pôs os óculos
Aparece-lhe um sorriso por entre as rugas
Como estão agora longe os seus olhos
A mão translúcida segura-lhe o queixo
Com a outra tamborila os dedos no joelho
Ao som compassado das lembranças
O pião, a malha e o tira teimas na sueca
O fumeiro e o sabor dos caldos de castanha
As conversas amenas à roda da fogueira
As faces rosadas batendo os pentes do tear
As lavadeiras e os achigãs apanhados na ribeira
O cansaço e a resina teimosa agarrada às mãos
O cheiro intenso a ferrã acabada de cortar
O alecrim pisado nas ruas da procissão
Entram-lhe nas narinas da memória
O enleio domingueiro nos bailes de concertina
E o beijo roubado no fim da monda
Ainda lhe fazem acelerar o bater do peito
Queres os Corn flakes simples ou com mel (?)
Tanto alqueire de milho que malhei na eira
Nenhum dele serviu para corn flakes...
Que palavras balbucias, não te oiço avô
Nada minha neta, modernices... com mel.
mariam 2010/07/22

O meu agradecimento especial ao Sr. Hernâni Reis. Torneiro (piões), presente este ano na FIA (Feira Internacional de Artesanato) de lisboa. sábado, 17 de julho de 2010
sábado, 10 de julho de 2010
bom porto
sábado, 3 de julho de 2010
Milongas d'amor

Milongas d’amor
Ofegantes notas solta o fole do bandoneón
O sangue em sobressalto corre cego e audaz
Como as ofegantes notas do bandoneón
Trocando as voltas ao pudor, no desejo
Atrás das vontades ele jorra às golfadas
Engasga o raciocínio e descompassa o olhar
Em quantas demoradas valsas já te conduziu
Quantas bagas já provaste desse veneno doce
Quantas abraçadas milongas dançaste
Quantos pensamentos negaste
Quantas vezes disseste amor (?)
mariam 2009/02/03
Ofegantes notas solta o fole do bandoneón
O sangue em sobressalto corre cego e audaz
Como as ofegantes notas do bandoneón
Trocando as voltas ao pudor, no desejo
Atrás das vontades ele jorra às golfadas
Engasga o raciocínio e descompassa o olhar
Em quantas demoradas valsas já te conduziu
Quantas bagas já provaste desse veneno doce
Quantas abraçadas milongas dançaste
Quantos pensamentos negaste
Quantas vezes disseste amor (?)
mariam 2009/02/03
quarta-feira, 30 de junho de 2010
a vida e tu
a vida é um novelo
de pura lã grosseira
ou de fino fio de seda
o centro do novelo és tu
qual escolheste
qual te deram
qual desejas
qual tens
vai desenrolando o novelo
tacteando bravos desafios
gostando e gastando sorrisos
ouvindo os ecos do coração
misturando perspicácia e sensatez
com o cheiro da liberdade
e o olhar espelho d'alma...
vai desenrolando rolando rolando...
mariam 2009/05/04
(reposição de poema)
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Somos

SOMOSAinda com o espanto inicial
Nos aquietamos serenos, ou não
No escorrer dos dias
O tempo não tem idade
Avança inexorável e só
Passa os dedos na nossa pele
Em afagos doces ou mordazes
Deixando marca
Somos pedaços de pedra poema
Texturas inacabadas
Movimentos imperceptíveis do ser
Sensações de acordes em harmonia
Fantasiando realidades
Realizando fantasias
Em vastidões de anseios
E perguntando ao tempo
Se nos quer por companhia
Ele, sorrindo avança inexorável e só
mariam 2008/11/02
(reposição de poema)
Subscrever:
Mensagens (Atom)













