convido a ouvir

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sábado, 22 de fevereiro de 2014

poema #1

Estuários

afogam-se as mágoas 
e afagam-se os olhos
quando de água e luz
se inundam os sentidos
e sai música dos sapais

mariam 2014.02.22

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Éden



 Éden 

De mim a mim 
Corre um tempo
Devagar
Lago calmo
Ou rio aflito
De mim a mim
A busca do éden
Nos ecos do mundo
 Ou nas águas de ti

mariam 2011/10/28




terça-feira, 18 de outubro de 2011

... o apelo do sim


amas-me?



paradoxalmente


em cada recanto de pele
no nicho do inconsciente
entre o debate do não
e o apelo do sim

sim
.


mariam 2011/10/16

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

passos [ego e mundo]







passos [ego e mundo]

com passos de arte e mistério
tela musical, compasso de dança
traças nas folhas do sentir
o caminhar suave e seguro
no apelo do vento e do mar 
talhas com a mão o destino
tens no olhar o ego e o mundo
no arrojo do voo, o aplauso
um pingo de felicidade
uma gota de solidão
um grão de beleza
de dor e de riso
em sopros de vida 
.

mariam 2011/10/07


[dedico aos amigos e amigas com sensibilidade, engenho e alma de artistas]


quarta-feira, 30 de março de 2011

partidas







todas as partidas parecem eternas 
quando os regressos são incertos 
todas as palavras se encolhem  
quando o eco da voz é já memória  
todos os sentidos se sentem sós 
quando as partidas parecem eternas
e o olhar deixou de ser um lago calmo 
.
mariam 2011/03/29

sábado, 29 de janeiro de 2011

onde moras...


Onde moras

Tu

Moras algures em mim
Rente ao fogo aceso ou à beira da alma
Ser criativo e mareante aqui fundeaste âncora
Na colorida encruzilhada dos ansiosos capilares
Neste lugar não lugar cheio de tudo e de nada
Onde há sede, amor, sonho, dor, loucura e vontades
Inomináveis são os encontros e momentos partilhados
Terno de lembrança é o vento que se extravasa em suspiro
Será madrugada, pois longa é a noite baça da espera
Em mim, algures, é onde moras

mariam 2011/01/28

Longa e baça será a noite da eterna espera

Desatou-se o nó de âncora que parecia firme
Balança a barca do sonho, das certezas e do apego
Soltou-se o Ser criativo e mareante tangendo a minha alma
Navegará por esse ‘mar da palha’ e das (in)contornáveis razões
Seguirei seus movimentos, serei  vento, nuvem ou cheiro de limoeiro
Pintarei de arco-íris o infinito e das restantes cores os pensamentos
Captarei o mundo com a lente dos sentidos e com ele farei poemas
Porque em mim moras, algures

mariam 2011/01/29

domingo, 23 de janeiro de 2011

sentidos



Olfato


A chuva parou…
E no matinal despertar dos sentidos
Vem da porta entreaberta o cheiro a café
E cheira a erva acabada de cortar
De tardinha sussurras-me ao ouvido
Uma frase impregnada do teu cheiro...


Já é o tempo de se colherem as frésias ?


mariam 2009/03/14 


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

desencanto



Desencanto

O som das desalinhavadas palavras
Desenroladas e devastadoras como lava 
Fere tanto como os sentidos receios   
Do cume Sol podem escorrer fios de fel
Caindo um manto de nevoeiro na frágil alma 

Há minutos com tanto peso como árdua pena 


mariam 2011/01/19


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

sentidos...



Olhar

No nosso diálogo mudo
Contorno milimetricamente
O contorno do teu olhar
Fixo-me no centro e me cativo

mariam 2009/03/26




terça-feira, 4 de janeiro de 2011

sentidos...




Paladar

Fazem eco no palato os sabores agridoces
Salivam-se êxtases quando da falta sentem
Famosos pecados para sensoriais perdições 
Sal.Nectarina.Mel.Gengibre.Canja.Ginja.Pele.
Sublimam os olhos a degustação dos sentidos
E na língua se extravasam todas as vastidões


mariam 2009/04/16