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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Solidões

Solidões

falas-me da solidão
lugar ermo e sombrio
aquele estado vazio
paradigma da dor

falo-te da solidão
como um recanto privado
cheio de pequenos nadas
e uns gramas de felicidade

falamos de solidão
quando não estando sós
se apagou o brilho dos olhos


mariam 2014.05.02

sábado, 22 de fevereiro de 2014

poema #1

Estuários

afogam-se as mágoas 
e afagam-se os olhos
quando de água e luz
se inundam os sentidos
e sai música dos sapais

mariam 2014.02.22

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

domingo, 9 de setembro de 2012

O silêncio das pedras


Repouso o olhar

no marulho do azul 

e mergulho inteira

no embalo líquido

do silêncio das pedras

Momentos límpidos

onde se sente a paz

a diluir as penas 


mariam 2012/08/28

domingo, 24 de junho de 2012

...

O nevoeiro tomou-me os sentidos
Fazes parte das minhas memórias 
As que teimo negar e esconder 

Não te esqueço

mariam 2012/06/20

domingo, 18 de março de 2012

acróstico

acróstico)  

Aprendo a ler-te nas entrelinhas do corpo
Tímida nudez 
Afoitamente exposta nos soltos versos  
Sinto ritmo e rima na aparente lírica
Meu madrigal 
Em poesia

amor

mariam 2012/03/18

domingo, 22 de maio de 2011

encontrar a cor


eu e uma árvore nua, no silêncio do Alentejo_Abril 2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

saudade


... Mano, tenho tantas saudades tuas...

Dire Straits - Brothers in Arms Mandela Live 1988

 
         

sexta-feira, 13 de maio de 2011

haja luar




  
Há por vezes a necessidade de um sopro de lua
  Há por vezes o bater de um coração sem cor
. Haja luar .

mariam 2011/05/13

quinta-feira, 3 de março de 2011

cai neve


Cai neve 

Cai neve no trilho por onde teimo seguir
Gelam-se os sentidos e as pontes por atravessar 
Nas pegadas ficam as marcas dos sonhos por cumprir   
Deixei de ouvir o vento e o cantar do rio



Aguardo que o Sol aqueça este Inverno de mim.


mariam 2011/03/03



domingo, 20 de fevereiro de 2011

asas



ASAS  



Pássaros de fogo.Garças brancas.Negros corvos 

Meus dedos voam na brancura do liso papel

Deixam caídas penas azuis e asas soltas

Pontas tímidas de pontes por atravessar

Dançam pássaros na alma dos meus olhos


mariam 2008/11/25



quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Gavetas




GAVETAS

Se compararmos a nossa vida a uma cómoda

Devemos guardar e fechar na última gaveta
O passado, todo, abrindo-a apenas por breves momentos

Para o presente, usamos uma das gavetas do meio
Diariamente é aberta e fechada, arruma-se e desmancha-se

As duas gavetas de cima, reservam-se para o futuro
Uma, para as boas e más escolhas
Emoções, alegrias, traições, dilemas, dores, amores...

A outra, a última, para a velhice, onde serão arrumados
 Apenas os momentos que se queiram levar para a eternidade
E que se foram buscar às outras três
*


Já a autora Michal Snunit, no seu pequeno livrinho "O Pássaro da Alma", 
um belíssimo conto para crianças e adultos, nos indica o caminho para se escutar
'o pássaro da alma', ele quer falar-nos dos sentimentos que estão encerrados
nas gavetas dentro de nós...


mariam 2008/07/02


domingo, 28 de novembro de 2010

Vendavais


VENDAVAIS

Hoje sou folha caída
Que me leve o vento até ao mar
Ou ele me traga o sentir das maresias

Inquietação
Desaconchego
Interrogação
Desassossego


Vendaval de mim
Hoje estou assim

mariam 2008/10/28