convido a ouvir

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sábado, 6 de abril de 2013

redoma

No centro_auto-retrato_foto tirada na Sala 3D da EXPO Saragoça 2008

Redoma

por momentos
sentes-te
o centro
de tudo
de ti
és tanto
és nada
alma
protegida
aprisionada
na redoma
do Eu
na redoma
do Mundo
Vita Brevis

mariam 2013.04.06

sábado, 20 de outubro de 2012

Chão de luta, pão e arte



Ano de dois mil e doze
Ano do desnorte
Em tom monótono tudo nos tiram
Dizemos não e não
Não nos matarão a esperança
Nem o grito de sermos gente
Tal como a semente
que da terra se fez flor
e até morrer será poema
Somos muitos e seremos mais
Onde a liberdade seja verdade
Neste chão de luta, pão e arte


mariam 2012/10/20




sexta-feira, 8 de junho de 2012

Dia dos Oceanos

Sonhos. Dias. Desilusões. Desejos. Amores. Remansos 
Não são só feitos de altas vagas e tormentas
Também os mares e oceanos podem ser mansos

mariam 2012/06/08
Cores puras que vão do azul petróleo ao ciano neste mar da Ericeira.
O meu simples 'olhar' sobre os mares e oceanos, neste 'seu' dia.

domingo, 18 de março de 2012

acróstico

acróstico)  

Aprendo a ler-te nas entrelinhas do corpo
Tímida nudez 
Afoitamente exposta nos soltos versos  
Sinto ritmo e rima na aparente lírica
Meu madrigal 
Em poesia

amor

mariam 2012/03/18

domingo, 22 de maio de 2011

encontrar a cor


eu e uma árvore nua, no silêncio do Alentejo_Abril 2011

domingo, 31 de outubro de 2010

afago



sábado, 3 de julho de 2010

Milongas d'amor



Milongas d’amor

Ofegantes notas solta o fole do bandoneón
O sangue em sobressalto corre cego e audaz
Como as ofegantes notas do bandoneón
Trocando as voltas ao pudor, no desejo
Atrás das vontades ele jorra às golfadas
Engasga o raciocínio e descompassa o olhar
Em quantas demoradas valsas já te conduziu
Quantas bagas já provaste desse veneno doce
Quantas abraçadas milongas dançaste
Quantos pensamentos negaste
Quantas vezes disseste amor (?)


mariam 2009/02/03

sábado, 22 de maio de 2010

esperas


ESPERAS

Mansamente
Deixei-te ir
Tapo a minha alma
Com o lençol branco da indiferença
Encho os meus dias de silêncios aflitos
O tempo ainda não te amadureceu
Enquanto esperas
Descanso o olhar no vazio
Das amoras que tardam em chegar
Meu amor
Que tardam em chegar…

mariam 2008/10/19
(reposição de poema)


terça-feira, 18 de maio de 2010

asas


DESAMARRAS

Mar das minhas vagas
Lava e leva com a maré
Nós e lenhos velhos
Destranca-me a porta
Torna-me leve a âncora
Dá-me asas mareantes
E assim meus voos
Rasem as fragas
Escolham e pousem
Livremente
No peito de ventos novos

mariam 2008/06/17

(reposição de poema)

segunda-feira, 10 de maio de 2010

seguir viagem




Libertus


Voa
Sorvendo ar
Sem temor
Voa
Solta da asa
a pena longa
Voa
Azimuta
ao Sol alto
Voa
Grita o grito
preso há tanto
Voa
E lá no alto
plano voa
Medita
Renasce
E desce
Voa
Livre
Vive

mariam 2008/06/19
(Reposição de poema)

sábado, 8 de maio de 2010

vendavais


Alinhar ao centro
Vendavais

Hoje estou folha caída
Que me leve o vento até ao mar
Ou me traga o sentir das suas marés

Inquietação
Desaconchego
Interrogação
Desassossego


Vendaval de mim
Hoje estou assim


mariam 2008/10/28

(reposição)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

a vida em pequenas e grandes passadas



ERRÂNCIA

Volteando
Trilha o destino
Arrepia caminho
Ou segue a direito
Houve tormentas
Teve bonanças
Diluiu tristezas
Cai prata no cabelo
Da que teima criança
Com simples cousa
Entra o peito em descompasso
E ainda o olhar se espanta
Do começo de um amor
Um pôr-do-sol
Um abraço
O rir de um filho
Um rio cheio
Um harpejo
Ou um caracol
E ao destino
Faz volteio

mariam 2008/06/15

(reposição de poema)



segunda-feira, 26 de abril de 2010

Desejos

Desejos

Escondem-se
Na crina das ondas
No dorso das colinas
No galope das tempestades
Na quietude dos olhos mansos
Revelam-se
Nas paixões humanas
Nos dias
Nas noites
dos dias

mariam, 2008


(reposição de poema)






quinta-feira, 22 de abril de 2010

Crescer no perder


Crescer no perder
Hoje não quero sentir, ver nem ouvir os mundos
Fecho-me no casulo austero da indiferença crua
Mas deixo um postigo aberto a um nicho lá no fundo
Onde calmamente se poderá aninhar o amor e o apego
Por algum tempo serei uma ilha isolada de sonhos
E farei o funeral de algumas mágoas do meu ego
As outras, as que não são do amor nem do apego
Sei que terei de acordar quando as águas baixarem
Farei o luto pelas gotas da minha ingenuidade nua
Sei que serei sempre aquela árvore dos sorrisos simples
A que se dobra sob o vento e teimosamente se endireita
Raiz razão e ramos paixão ousando querer tocarem a lua
Não passarei uma esponja nas injustas causas dos outros
Mas sairei do casulo e entenderei que no perder, cresci.
Não gosto de crescer assim

mariam 2010/04/20


A precisar de descanso, vou estar uns dias num dolce fare niente ...

domingo, 4 de abril de 2010

hoje fazemos anos (o blog e eu)


2 (Dois) anos


Dois anos de tudo
E de nada
Numa folha de papel
Dobrada em dois
Couberam os poemas
Couberam as imagens
Não couberam
Os elos nem os laços
E a folha de papel
Dobrada em dois
É a do tamanho maior
Dois dedos de palavras
Dois olhares que se cruzaram
O meu e o vosso criar poema
Na forma de fotografia ou verso
Neste lugar de cor imaginada
Nesta tela ecrã tão queda e muda
Mas tão agradavelmente presente
Senti o Sol, a maresia e o vento
Dois anos
De vários dedos de palavras
De vários olhares cruzados
Neste dia apetece-me
Ouvir harpa e vestir de lilás
Neste dia apetece
Sentir-me rio e desaguar
Neste dia apetece-me
Distribuir sorrisos Primaveris
O dois é um número bonito
Mas porque é do meu nascer
Gosto bastante do quatro

Mariam 2010/04/04


Serve este post, para saudar com amizade, os(as) amigos(s) que sei sempre presentes na minha vida e todos(as) quantos por aqui passam, e de quem admiro a criatividade, inspiração, genialidade, tão bem expressas nos seus blogs.

Ao longo destes dois anos, com a vossa simpatia e gentis palavras, que foram deixando neste espaço, fizeram-me sentir um orgulho enorme, levando-me a acreditar naquilo que vou publicando, que afinal talvez valha a pena (confesso que inicialmente era algo céptica, quanto a este 'universo' tão especial que é a blogosfera).

O meu BEM-HAJA a todos(as) e a cada um(a) em particular.

Como não trago champagne nem bolo, aceitem um pezinho de flor de ervilha silvestre, dessas que pus por aqui a flutuar, podem levar :)

Um sorriso :)
mariam


quinta-feira, 1 de abril de 2010

Primavera



Primavera

Ainda não te saudei Primavera
Das mil cores e odores
Nascem contigo ondas
Que gigantes se espraiam
Por todos os poros
Os sintomas
Que vão da agitação e dor
À colorida inconsciência
São de doce afogamento
De amor
E em cada olhar
Um morrer
E ressuscitar
Quisera agora eu ser onda e poro
Primavera


mariam 2010/04/01

sábado, 27 de fevereiro de 2010

bordado


bordar a alma

Tenho andado a bordar a emoções
O complexo quadro alma
Em tela firme e bamba com fios seda
Dos coloridos até ao da morte
No terço já completo
Estão todas as cores do espectro
Agora laboro com o vermelho
O laranja e o verde esperança
Projecto para o último terço vazio
A fresca tranquilidade do ciano


mariam 2010/02/26


com o rigor do tempo cinzento, apeteceram-me as cores :)

ao largo de Lanzarote, Julho 2009 (mar perfeito, cor ciano)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

África



Aparentemente pouco me liga a África... mas sinto tristeza e uma incómoda impotência por nada de extraordinário poder fazer, perante os dramas humanos, que passivamente vão passando nos 'media'...
Dou comigo a querer partilhar imagens de alguns objectos meus, oriundos desse fantástico Continente, enquanto ouço a soberba sonoridade do Senegalês Ismaël Lô 'Jammu Africa'...




















ÁFRICA


Onde tudo é em grande

Demolidoras catástrofes

Planícies a perder de vista

Manifestações de arte e culto

Sorrisos meninos nos olhos

Pés descalços de ilusão

E onde Deus parece distraído


mariam 2010/02/15



sábado, 23 de janeiro de 2010

é Janeiro de um ano qualquer


Lembras-te(?)


... Lembras-te daquele dia de Janeiro há tantos anos
Aquele em que me deste o anel de prata antiga
Escolheste o lugar mais belo e recôndito do jardim
Lá ao fundo subindo a escadaria das estátuas
Sentados na janela de balcão coroada de jasmim
Lembras-te que fiquei corada ... e tu também
Lembro, lembro muito bem, agora não digas nada
Mistura as lembranças com a cor do céu e do mar
Sentados neste banco do jardim das maresias
Da-me a tua mão e respira a beleza deste dia frio...

mariam 2009/01/22


Por momentos, apeteceu-me voltar!
'Arrastei' para aqui, do meu canto no 'OLHARES', esta fotografia e o pequeno texto, retrato de um Janeiro qualquer, num qualquer lugar, talvez !
Deixo a todos(as) o meu sorriso :)